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Entrevistas marcantes

Os ingredientes das melhores entrevistas.


Você conseguiu a esperada entrevista para aquela vaga de trabalho.

Já faz algum tempo que não faz uma. E agora?

Como se sair bem nessas horas e aumentar suas chances de sucesso?

Numa contagem recente, cheguei à conclusão de ter feito, como entrevistado, cerca de 100 delas. Como entrevistador, realizado outras 1.000, nos meus 30 anos de vida corporativa. Algumas me marcaram bastante. As melhores foram as conversas mais genuínas, as que consegui conhecer os candidatos de uma forma mais transparente.

Sempre penso nelas sob determinados ângulos.


Os aspectos técnicos

O primeiro ângulo é técnico. Aspecto base de qualquer candidatura.

É preciso checar se o candidato tem mesmo toda a experiência descrita no currículo. Aspecto absolutamente importante esse.

Com uma ou duas perguntas, que permitam escutar a candidata, ou candidato, sobre uma determinada vivência, consegue-se validar isso.

São oportunidades únicas para descrever sobre seus projetos, sua bagagem.

Exageros no currículo, na descrição de resultados, costumam derrubar candidatos. A linguagem corporal deles acaba revelando a verdade.

Excessos de adjetivos, superpoderes, super-homens nunca me convenceram.


O estilo de liderança

O segundo ângulo, talvez o mais importante, é conhecer mais sobre o estilo de liderança de cada um. Aqui sempre procurei entender como o líder atua.

A maioria dos candidatos se prepara bem para a descrição das experiências, projetos, realizações, mas acabam não se preparando para esse tema. Vale a pena pensar nas respostas sobre a forma de atuação. Do como você atua.

Uma pergunta que sempre fiz: o que diriam profissionais à sua volta, sobre sua forma de liderar?

A forma como alguém responde a essa pergunta revela um ponto importante a seu respeito. Costuma mostrar sua sinceridade sobre as áreas de desenvolvimento que ainda faltam ser trabalhadas.

É normal ouvir uma boa lista de qualidades como resposta.

O estranho é não escutar nenhum aspecto a ser melhorado. Ou ainda, receber respostas rasas como perfeccionismo ou comprometimento excessivo. Oportunidade perdida para demonstrar autoconhecimento e transparência.

Os melhores candidatos que encontrei nunca tiveram problema em revelar pontos que precisavam desenvolver.


Os valores individuais

Um terceiro ângulo, sempre observado, foi como o candidato se comporta em determinada situação prática.

Estudando um currículo, antes da entrevista, pensava em aspectos importantes para checar. Traçava uma situação hipotética de negócio, para investigar como o postulante lidaria com ela.

Mais importante do que escutar os aspectos técnicos da resposta, era observar como o líder, a líder, se comportava diante do caso.

Discussão de casos práticos ajudam também a revelar os valores individuais dos candidatos. Entender, um pouco, como lidariam com situações complexas, sob pressão.


O interesse

Um aspecto que sempre apreciei foi como cada candidata, candidato, tratava o posto para o qual estava aplicando.

Se demonstrava interesse, respeito pela oportunidade, pela empresa.

Mostra-se motivado? motivada?

O currículo foi bem preparado? Revisado com cuidado? Ou preparado de qualquer forma?

Respeita o tempo dos entrevistadores? É pontual?

Demonstra preocupação na apresentação?

Trata a oportunidade como algo, de fato, especial?


O ser humano

O quinto ângulo que sempre gostei de observar, é o ser humano por trás da candidata, do candidato.

Sem invadir a privacidade, procurei sempre saber sobre seus valores e comportamentos humanos.

Como lida com o equilíbrio pessoal e profissional.

Mas afinal, quais foram as entrevistas que mais se destacaram?

Foram aquelas em que os candidatos me mostraram não só competências do lado técnico, mas também do lado comportamental, de liderança. Revelaram seu lado humano, real.

Os melhores foram transparentes, não se recusaram em mostrar debilidades, áreas a serem desenvolvidas. Descreveram algumas experiências sob o ângulo de aprendizado, contando até coisas a fazer de forma diferente.

Alguns também me marcaram por demonstrar entusiasmo pela vaga, pela empresa. A maioria responde tudo super bem, mas esquece deste aspecto importante. Imagino, deixam de fazê-lo por pressão, ansiedade ou até mesmo real desinteresse.

Os bons candidatos mostraram motivação genuína. Falaram do significado que percebiam nas oportunidades de trabalho.

É uma bela forma para se encerrar um encontro. Declarando, enfatizando seu interesse pela vaga.

Espero que você tenha êxito nas suas conversas, nas suas entrevistas!

Se precisar de algum apoio adicional na preparação para novas missões, conte com a Share to Lead. Fundada em 2020, tem como propósito ajudar líderes nos momentos críticos de carreira.

Sucesso!


Rodrigo



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Rodrigo San Martin

Rodrigo foi o primeiro CEO brasileiro a liderar filial europeia de uma grande

multinacional farmacêutica. Foi também o mais jovem latino-americano a liderar o

negócio de dispositivos médicos na região da América Latina, dentro da maior empresa de saúde do mundo.

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